sábado, 30 de abril de 2011

Prisioneiro do Destino




Qual será meu destino?
Será que existe um destino para todos nós?
Um plano diferente para cada um
Algo que não possamos intervir
Algo que não podemos fugir

Não consigo explicar alguns fatos
Tento ser imune a tudo isso
Mas às vezes me sinto tão fraco
Sozinho a lutar contra tudo
Ou serão todos

Minha vida parece ser um ciclo
Parece que todo o mal é um ciclo
Um interminável ciclo de dor
Angústia e solidão

Por alguns momentos tenho uma ilusão
De que eu que construo meu destino
De que eu posso mudar os fatos
Mas parece que é apenas um sonho

Um fio de esperança de um alguém qualquer
Que não quer deixar de acreditar
Que não quer se entregar
Que se nega a ver a verdade

Parece ser tão inútil lutar contra isso
Seria mais fácil me entregar
A dor talvez seria menor
Seria mais confortável

Por que me deixo torturar?
O sofrimento me causa prazer?
Quando me renderei?

Sendo cortado 111 vezes
É doloroso ver meu sangue
Banhando meu corpo
Sem me deixar morrer
Sem aceitar o fim

Não admitir a derrota é um erro
Erro que custa caro para quem o comete
Assim como eu estou pagando o preço

Chorar não é mais um analgésico
Esperança não é mais um consolo
Lutar não é tão fácil

Mundo pequeno e traiçoeiro
Outra vez você quase me venceu
Seu prazer é ver o sofrimento
Você se delicia com minha vida

Mas serei seu prato indigesto
Terá que me devorar por inteiro
Como a serpente que faz sua refeição

Talvez um dia quebre essa maldição
Queime o ciclo
E a serpente devore sua própria cauda

Tente fazer melhor do que isso
Não beberei mais o seu veneno
Devore-me agora que estou fraco
Não permita que eu volte

Serei como a fênix
Ressurgirei das cinzas
Mais forte do que nunca
Mais determinado também

Meu sangue se renova
A cada novo golpe
A cada nova cilada
Não foi o fim ainda
É só o começo...

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