quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olhos Barrocos


Bárbara, assim como se apresenta a dualidade em seu nome, ela se apresenta em seus belos olhos. Negros como a noite que nos envolve com a beleza da escuridão, o frio que nos faz tremer, e com o brilho da luz do dia que nos aquece com a esperança que ele não se vá, que você não se vá.
Seus olhos transmitem a pureza de uma criança, mas quando defronte ao espelho refletem as curvas da mulher; do paraíso infantil ao pecado das curvas que despertam o desejo. Devia apenas me contentar em contemplá-los, mas a ambição sempre é maior do que a razão.
Olhos tão convidativos como o mar, repleto de belezas e mistérios, que escondem o verdadeiro perigo. O perigo de nos perder neles e jamais sermos encontrados. Como diria o narrador machadiano: “Olhos tão convidativos que não convidam para nada”.

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