sábado, 21 de maio de 2011

Queda Solitária

Pensei que a dor havia cessado
Que tudo passaria
Como um terremoto que deixa suas marcas
Estou em queda ainda

Uma queda que parece não ter fim
Os gritos da minha alma não ecoam
A dor diminui mas o sangue não deixa de fluir
Fluindo pelo ar
Vejo-me banhado de um mar vermelho

Não acredito em amor
Nunca compensa a dor que você sente
Não devíamos acreditar nele
Gostaria de esquecer seu rosto
Você nunca me disse adeus

Morrendo por você e não te esquecendo
Não consigo mais
Gostaria de poder fingir que você não é real

Talvez realmente não seja
Seja apenas um fruto de minha mente doentia
Uma ilusão que me encanta

Ainda sinto o gosto do seu beijo
O calor do seu abraço
Ouço sua voz ecoar na minha mente
Parece tão distante

Mundos diferentes agora
Talvez sempre tenham sido
Gostaria de render-me
Seria tão mais fácil

Nunca saber a hora de desistir
É prolongar o sofrimento
É provocar a dor

Há guerras que não podemos vencer
E mesmo assim desistir não faz sentido
Por que continuo a lutar?

Esperança
Amor
O que me faz lutar?

Talvez instinto de sobrevivência
Ou nem a morte quer minha companhia
Ironia do destino

Abandonado até pela morte
Estou tornando-me sádico
Um sádico solitário

Beber do meu próprio sangue
Alimentar-me de minha dor
Ver o fogo que emana de dentro
Queimar minha vida

Vagarei em busca de respostas
Respostas que posso nunca encontrar
Talvez seja a minha maldição

Vagar em busca de nada
Lutar por ninguém
Sem importar com as conseqüências
Sem aprender com a dor

Cada cordeiro com sua benção
Cada lobo com sua maldição

Você me abandonou
Deixando-me sozinho
Minhas lágrimas não irão secar
Minhas feridas não vão cicatrizar
E a solidão não quer me deixar...



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